Porto Alegre, RS, 2008.

 
 
 
-

PAMPAS TRADIÇÃO

-

ADMINISTRAÇÃO
DE EMPRESAS

-

ABC DO VINHO

-

CHURRASCO E CHIMARRÃO

-

CULINÁRIA  SALGADA

-

CULTURA GAÚCHA

 -

CONJUNTOS  GAÚCHOS

-

DOCES RECEITAS

-

NOTÍCIAS & EVENTOS

-

INDUMENTÁRIA  GAÚCHA

-

HISTÓRIA DO
RIO GRANDE DO SUL

-

HORÓSCOPO  GAÚCHO

-

GAUDERIADAS

-

LISTA DE CTG

-

PELAGEM  DE CAVALOS

-

SÍMBOLOS ESTADUAIS

-

REVOLUÇÃO FARROUPILHA

-

THE GAUCHOS

-

FALE CONOSCO

-

 

 

-

ABC do Vinho, o Estado do Rio Grande do Sul possui diversas vinícolas, e é através do cultivo da uva trazida por imigrantes italianos, que nossos vinhos se destacam no mercado nacional e internacional. O texto abaixo é fonte do site  TASTE, recebido através de e-mail e aqui publicado.

ABC do Vinho
Cultivo da uva

Trivial para o sommelier, a descrição de um vinho pode parecer aos ouvidos de um leigo, outro dialeto. Para facilitar a vida daqueles que estão começando a conhecer o mundo de Baco, o Taste tem um glossário com as expressões usadas para verbalizar o prazer da degustação. Descubra nesta lista, por exemplo, que um vinho curto pode também ser chamado de fugidio, ou que um vinho magro não tem nada de dietético ou ainda, que o vinho pode ser chato, delicado, elegante e até generoso. 

Nomear e descrever cada sensação que o vinho provoca não é tarefa fácil, mas é fundamental para eternizar as provocações da bebida aos nossos cinco sentidos!

 

Não é novidade que vinhos precisam de local e condições adequadas para serem armazenados e que o segredo de muitos deles está justamente nestas condições. Todos sabem que é preciso proteger as garrafas da luz e deixa-las na temperatura e umidade ideais. 

Mas qual é essa temperatura? Qual deve ser a umidade de da adega? E depois de aberto? Como conservar um vinho que já foi aberto? Conheça as recomendações básicas e necessárias que respondem a dúvidas simples como estas.

Engarrafamento

 

Como conservar seus vinhos?

O segredo de um bom vinho pode muitas vezes estar na maneira como é conservado.
 
       Todo bom apreciador de vinhos sabe: guardá-los em condições adequadas é fator essencial à evolução de seu sabor. Temperatura, umidade, vibração e luz, são apenas alguns dos cuidados que permitem degustá-lo em todas as fases de seu desenvolvimento. E isso mesmo quanto àqueles que não demandam tanto tempo até mostrar todas suas qualidades. É claro que isso não implica em nenhum extremismo: não há maiores problemas em deixar algumas garrafas de vinho para consumo imediato expostas à temperatura ambiente.Mesmo assim, nunca é demais atentar para a boa conservação. Os cinco sentidos agradecem!

A temperatura (fator primordial)
       O vinho envelhece e eventualmente avinagra através de uma série de reações químicas. Em geral, quanto maior a temperatura mais rápidas se tornam as reações. É por isto que um vinho exposto a uma temperatura maior vai envelhecer mais rápido (e estragar mais rápido) do que o normal.
A temperatura de uma adega deve variar entre 12 e 18 C, sendo os 16 C a média ideal. Mas cuidado: se a temperatura for alta demais, o vinho acaba por ter vida muito curta, além de perder aroma, frescor e complexidade.

Umidade
       A umidade ideal de uma adega é ao redor de 75%. Muita umidade pode causar o aparecimento de mofos nos rótulos e nas rolhas. Pouca umidade pode secar e encolher a rolha, aumentando o contato com o ar, o que poderia estragar o vinho. É justamente por isso que a tradição aconselha a deitar-se as garrafas, mantendo assim o vinho sempre em contato com a rolha, evitando seu conseqüente ressecamento.

A vibração
       Quanto mais paradas as garrafas estiverem, melhor. Assim, evita-se que os sedimentos se dispersem alterando a viscosidade da bebida.

Luminosidade
        A luminosidade também acelera as reações químicas, colaborando para o envelhecimento precoce do vinho. Por isso aconselha-se armazenar as garrafas em um ambiente escuro.

E depois de aberto
        É possível guardar o vinho por algum tempo depois de aberto, embora ele vá gradualmente perdendo em aroma e complexidade. O grande problema é a exposição ao ar e ao calor. Tampe a garrafa com a própria rolha e a coloque na geladeira. Isto permitirá que ela dure um ou dois dias. Quanto mais líquido na garrafa melhor, pois a exposição ao ar será menor. Uma ótima solução é um dispositivo chamado Vacuvin, que retira o ar da garrafa e permite que o vinho dure mais tempo depois de aberto.

Curiosidades
        A região do Mediterrâneo foi o grande centro de cultura e difusão do vinho. Os egípcios usavam a bebida inclusive nas cerimônias religiosas dos funerais, há 3 mil anos antes de Cristo. A Ilíada e a Odisséia, poemas gregos anteriores ao século 7 a.C., mencionam o
vinho como produto corrente. Os gregos, à medida que expandiam seu domínio, levavam também a cultura da uva e do vinho que legaram ao futuro Império Romano. Os Romanos viriam a fazer o mesmo, pavimentando de vinhas seu roteiro de conquistas pela Europa. Tanto gregos quanto romanos tiveram célebres divindades enófilas: Dionísio e Baco. No início da Idade Média, a Igreja católica, adotou também a produção do vinho.

        Os hoje tão preciosos vinhedos da Bourgogne franceses nasceram como fonte de vinho de missa produzido pelos conventos.
 

 

Fabricação do vinho

É bastante simples em suas linhas gerais a fabricação do vinho e eu pude acompanhar uma experiência de fabricação doméstica, feita por um conhecedor do processo, o agrônomo - e em outra época viticultor - Dr. Alvacir Fedalto. O líquido produzido dessa forma rudimentar dificilmente é alguma coisa de bom paladar, porque há muitos fatores que não podem ser controlados nessas condições. Mas a experiência valeu-me para a compreensão de muitas questões que se prendem à qualidade dos vinhos e que até então eram para mim apenas de conhecimento teórico. O fabrico compreende cinco etapas:

1. As uvas, cerca de dois quilos, são esmagadas em um balde com as mãos. A massa de miolo e casca é deixada passar por uma decantação e uma primeira fermentação de uns 15 dias. Se o clima estiver frio, é necessário enrolar um cobertor no balde, para conservar a temperatura da fermentação.

 NOTA: Na fabricação de vinhos tintos as cascas das uvas vermelhas (roxas ou azuladas) são mantidas por algum tempo no processo e assim emprestam sua cor ao líquido. Além dos pigmentos da cor, as cascas cedem também o seu tanino, que dá ao vinho tinto um paladar adstringente. O vinho branco pode ser feito de uvas brancas ou, mais raramente, de uvas vermelhas, desde que separadas as cascas no início do processo. Na industria, o esmagamento é feito em cilindros metálicos perfurados, onde pás giratórias em alta rotação criam uma pasta de suco, cascas e sementes. Após alguns dias, o suco é então separado. Os vinicultores aproveitam o bagaço (cascas e sementes) para produzir a graspa ou bagaceira. O processo consiste em adicionar ao bagaço água fervida e açúcar, e deixar fermentar novamente, para depois destilar. Mas isto nada tem a ver com o fabrico do vinho propriamente. 

 2. Após a primeira fermentação no balde, o líquido estará separado, ficando as cascas em cima, e os caroços da uva  em baixo. Inclina-se o balde, segurando o bagaço das cascas e deixando vazar lentamente o líquido através de um funil para um garrafão.

A rolha do garrafão tem um furo no qual é fixada a ponta de uma mangueira fina. O ajuste tanto da mangueirinha na rolha como da rolha no gargalo do garrafão tem que ser perfeito, bem apertado. A outra ponta é metida em um copo com água. Os gazes que se formarem durante a segunda fermentação escaparão pela mangueirinha e farão a água do copo borbulhar. Este processo simples permite o gás escapar sem que entre ar no interior do garrafão.

Começa no garrafão uma segunda fermentação, agora protegida de contacto com o ar (fermentação anaeróbica). O líquido tem aspecto sujo, amarelado se a uva é branca, avermelhado se a uva é roxa.

 NOTA. A levedura (cultura de bactérias) intervém de modo fundamental na elaboração do vinho. sem leveduras não existe fermentação, sem fermentação não há vinho. As leveduras se incorporam na massa do mosto no momento do prensado, transformando o açúcar do mosto, principalmente em álcool etílico e gás carbônico. A bactéria responsável pela fermentação mais comum é a Saccharomyces cerevisae 

 3. Após outros  15 a 20 dias de fermentação, é necessário remover o precipitado que o líquido impuro deixou no fundo do garrafão. A borra é uma papa grossa da mesma cor leitosa a marrom clara. O líquido é sifonado para um outro recipiente e o garrafão limpado da borra.

Para sifonar, prende-se a ponta de uma mangueirinha a uma vareta, de modo que a abertura por onde entrará o líquido, fique uns três cm. cima da ponta da vareta. Retira-se a rolha mergulha-se a mangueirinha no líquido, encostando a ponta da vareta no fundo do garrafão. A entrada da mangueirinha ficará mais alta, e não irá aspirar a borra que está no fundo do recipiente.

 4. A fim de tornar o vinho mais suave, uma porção do líquido é aquecida em uma vasilha na chama do fogão, adicionando-se a ele um certo percentual de açúcar. Se a uva é muito doce, bastam 2% de açúcar (90 gr. para um garrafão de  4 litros e meio), caso contrário, adicionar um pouco mais. de açúcar. Essa calda é posta a ferver e dá muita espuma que sobe na vasilha, sendo necessário por esse motivo estar atento e controlar o fogo.

5. Misturada a calda ao vinho, este volta para o garrafão para a 3ª fase de fermentação do mesmo modo que foi a segunda. Esta fase, porém, será muito mais longa, e vai durar enquanto os gazes da fermentação formarem bolhas na água do copo. Ao final, o vinho é sifonado como da primeira vez, usando-se a vareta que tem uns três centímetros mais que a mangueirinha, de modo que o sifonamento não atinge a nova borra que se formou.

Um vinho muito rústico está pronto e pode ser provado. Se for necessário torná-lo mais suave, pode ser adoçado uma segunda vez, e passará por nova fermentação igual à da 3ª fase. Se estiver no ponto, também poderá ser usado como vinho seco.

NOTA. O vinho que tomamos é homogêneo, translúcido ou transparente à luz. Para que tenha essa qualidade, ao sair dos barris de fermentação o vinho precisa ser filtrado. Partículas em suspensão, moléculas de proteínas e complexos metálicos o deixam turvo, opaco. Entre as formas atuais de clarificação industrial, encontram-se o uso, celulose, sílica (diatomito, rocha constituída de restos silicosos fósseis da alga unicelular diatomácea), PVP (polivinil) ou caseína (phosphoproteina isolada do leite).  

 6. Feita a filtragem, o vinho ficará límpido e poderá ser colocado nas garrafas.

 NOTA: Os microorganismos sensíveis ao vinho tendem a morrer quando o teor alcoólico aumenta na fermentação. Mas alguns sobrevivem, e serão eliminados na pasteurização, que consiste em aquecer o vinho até cerca de 80o C por algum tempo. A pasteurização acaba com a fermentação por matar as bactérias restantes no líquido.

Mesmo após a pasteurização, o vinho pode beneficiar-se do envelhecimento. Deixar o vinho descansar por algum tempo pode melhorar o seu sabor. A acidez diminui, e varias substâncias pouco solúveis e que estão em finíssima suspensão são precipitadas. Ocorrem reações químicas que afetam o sabor e odor. A isto se chama "envelhecer o vinho", o que na Europa é feito em barris de carvalho. Da madeira passam para o vinho componentes que influenciam no bouquet ou no aroma final. Entretanto, nem todos os vinhos podem beneficiar-se do envelhecimento, o que depende do tipo da uva que foi utilizada na sua fabricação.  

Fabricação de vinhos especiais

Os Martines, o vinho do Porto, os champagnes ou espumantes, o xerez, o Campari e outros, são vinhos e aperitivos produzidos através de processos especiais de fermentação ou com utilização de misturas.

O vinho do Porto é um Vinho Fortificado, o que significa que recebe a adição de um vinho velho ou de cognac. Esses aditivos desequilibram a fermentação normal, fazendo que boa parte do açúcar da uva deixe de fermentar. Apesar de parar a fermentação, o teor alcoólico será aumentado por esses mesmos aditivos. O resultado será um vinho doce (devido ao açúcar residual) e de alto teor alcoólico (devido aos aditivos alcoólicos).

Os vinhos espumantes, entre eles o Champagne, são produzidos principalmente pelo método denominado Champenoise que consiste, grosso modo, em adicionar ao vinho açúcar, vinho velho ou conhaque (mistura chamada "licor de expedição") e fechar a garrafa com rolha de cortiça amarrada com arame.

 

Terminologia da degustação

Aos amantes dessa arte, o Taste apresenta um glossário com as expressões utilizadas na degustação de vinhos. Embora sejam só palavras, procuram traduzir o oceano de sabores e sensações que a bebida consegue produzir.

ABOCADO ou ADAMADO - vinho levemente doce, amável.
ACASTANHADO - nuance de cor dos vinhos tintos, lembrando a cor da castanha ou do tijolo. Geralmente associada a vinhos envelhecidos.

Rolhas

ACETIFICADO - vinho com forte presença de ácido acético ("avinagrado")

ACIDEZ - formada pelos ácidos presentes no vinho, de origem fermentativa ou da própria uva. Em determinadas concentrações, confere ao vinho vivacidade, sapidez e frescor. Pode ser - fixa pela presença dos ácidos orgânicos (tartárico, málico, lático e cítrico) ou - volátil, proveniente do acetato de etila.

ACÍDULO - vinho no qual existe um ligeiro excesso de acidez, mas ainda agradável. ACRE - Indica a sensação desagradável de excessiva acidez e tenacidade, provocando irritação das mucosas.

ADSTRINGENTE - vinho com excesso de taninos, áspero, duro, que deixa na boca uma sensação de "sica". É uma característica dos tintos jovens. Popularmente chamado de "rascante".

ADULTERADO - usa-se para indicar um vinho acrescido de substâncias estranhas à sua composição e/ou não admitidas por lei.

AFINADO - vinho que evoluiu corretamente, adquirindo perfeito equilíbrio entre aroma e sabor.

AGRADÁVEL - expressão usada quando o conjunto aroma-sabor está organolepticamente equilibrado.

AGRESSIVO - vinho com excesso de acidez e adstringência, ainda jovem ou em processo de evolução.

AGRIDOCE - grave doença do vinho, provocada por bactérias láticas que transformam os açúcares residuais em manite, provocando um sabor ao mesmo tempo acre (devido aos ácidos) e doce (pela manite), que lembra a fruta super madura.

AGULHA - sensação tátil proveniente da presença do gás carbônico, bem característica dos vinhos verdes.
ALARANJADO - nuance de cor dos vinhos tintos, lembrando a cor da casca da laranja madura. Característica de vinhos envelhecidos. ALCOÓLICO - vinho no qual o elevado teor de álcool é percebido de maneira desarmônica, acima dos demais componentes .

ALTERADO - vinho que sofreu qualquer mutação de caráter físico-química ou enzimática.
ARDENTE - vinho que provoca uma sensação tátil de causticidade ("queimação"), devido a seu alto teor alcoólico.

AMADURECIMENTO - processo de evolução dos vinhos submetidos a um estágio em grande recipiente.

AMARGO - um dos quatro sabores elementares percebidos na língua, provocada por substâncias fenólicas, entre as quais o tanino. Doença causada por bactérias láticas, que atacam a glicerina e a transformam em acroelina, que combinando-se em seguida com os polifenois provoca amargor.

AMBAR - tonalidade de amarelo, cor típica de alguns vinhos licorosos. Nos vinhos comuns denota oxidação ou madeirização.

AMBIENTAR - tornar o vinho compatível com a temperatura do ambiente onde será servido. O mesmo que "chambrer".

AMPLO - vinho com "bouquet" rico e com muitas nuances, oferecendo agradáveis sensações olfato/gustativas.

ANÁLISE SENSÓRIAL - exame das propriedades organolépticas do vinho através dos órgãos dos sentidos. AROMA - conjunto de sensações percebidas diretamente por via nasal ou retro nasal (através da boca). Pode ser primário ou varietal (derivado da própria uva), secundário (originário da fermentação) ou terciário (originário do envelhecimento, que em conjunto com os anteriores produz o chamado "bouquet").

AROMÁTICO - vinho cujo aroma provém diretamente de castas aromáticas (p.ex: Sauvignon, Malvasia, Traminer).

ARQUETES OU LÁGRIMAS - efeito provocado nas paredes do copo após agitação. É um fenômeno de tensão superficial, provocado pela evaporação do álcool; quanto mais amplos, menor a presença do álcool.

ÁSPERO - vinho rico em taninos e em acidez, bastante duro. Geralmente associado aos tintos jovens.

ATIJOLADO - indica o vinho tinto cuja cor tende ao ocre, lembrando o vermelho-tijolo e apresentando uma tonalidade pouco vivaz. É uma característica dos vinhos envelhecidos.

ATÍPICO - vinho que não apresenta qualquer elemento ou caráter de tipicidade.AUSTERO - diz-se de um grande vinho, bem estruturado e envelhecido, que manteve uma ligeira tanicidade.

AVELUDADO - vinho extremamente macio, lembrando a textura do veludo.

AVINAGRADO- que apresenta excesso de ácido acético; vinho próximo de se tornar vinagre. 

BLANC DE BLANCS - vinho branco elaborado exclusivamente com uvas brancas.

BLANC DE NOIRS - vinho branco produzido a partir de uvas tintas.

BOUQUET - conjunto de sensações olfativas adquiridas pelo vinho no ambiente reduzido da garrafa, englobando também os aromas primários e secundários. Característica dos vinhos envelhecidos.

BRANCO-PAPEL - vinho quase incolor . Característica de alguns brancos jovens.

BRILHANTE - vinho com perfeita transparência e luminosidade. Característica dos brancos jovens.

BRUT - termo que designa o tipo de espumante natural com menor teor de açúcares residuais.

CEREJA - cor um pouco viva dos rosados, lembrando a cereja.

CHAMBRER - adaptar o vinho à temperatura-ambiente.

CHAMPAGNE - espumante- método de espumatização que consiste em refermentar o vinho na própria garrafa. Tradicionalmente usado na região de Champagne.

CHAPTALIZAÇÃO - prática que consiste na adição ao mosto de açúcares não provenientes da uva, quando esta se apresenta pobre em açúcares naturais. Permitida apenas e alguns países, onde é prevista em lei.

CHARMAT - método de espumatização criado por Eugene Charmat, em que o vinho sofre a segunda fermentação em grande recipiente.

CHATO - vinho com carência de acidez fixa.

CLARETE - cor mais carregada que o cereja; tonalidade dos rosados que mais se aproxima dos vinhos tintos.

COMUM - vinho de consumo corrente, não distinguido por classificações especiais.

CORPO OU EXTRATO - é constituído de todos os elementos que permanecem após a evaporação da água, do álcool e das substâncias voláteis. Na prática, é formado por taninos, ácidos, sais minerais e substâncias pécticas. CORTE - prática de cantina que consiste na mistura de dois ou mais tipos de vinho, ou de vinhos da mesma casta de safras diferentes.

COZIDO - sabor que adquirem certos vinhos submetidos a um processo de pasteurização mal conduzido.

CURTO - vinho de pouca persistência olfato/gustativa, fugidio.

DECANTAR - ato de transferir o vinho da garrafa para uma jarra, com o propósito de separar os sedimentos originários do envelhecimento.

DECRÉPITO - vinho que, por excesso de envelhecimento, apresenta-se apagado, quase sem perfumes, cor ou sabor.

DEFEITUOSO - vinho que apresenta cheiros ou sabores estranhos, devidos geralmente à falta de higiene da cantina ou à má conservação dos recipientes utilizados.

DELICADO - define um vinho elegante, gracioso, que apresenta particular harmonia e qualidade.

DENSO - vinho, que, no aspecto visual, apresenta-se com densidade superior à da água. Característica dos vinhos doces tipo Sauternes.

DESARMÔNICO - vinho que, pela carência ou excesso de um ou mais componentes, resulta desequilibrado do ponto de vista gustativo. DOCE - vinho no qual o sabor doce dos açúcares predomina sobre os demais sabores. Açúcares residuais acima de 50g/l. No Brasil, o mesmo que "suave".

DURO - vinho rico em acidez fixa e taninos. Característica de tintos jovens.

EFERVESCENTE - diz-se de um vinho que desprende gás carbônico, em forma de pequenas bolhas.

ELEGANTE - vinho muito equilibrado, fino, de classe.

ENCORPADO - terminologia usada em degustação para indicar um vinho rico em extrato seco (corpo).

EQUILIBRADO - vinho em que todos os componentes estão na proporção correta, principalmente o álcool e os ácidos.

ESCORREGADIO - vinho que apresenta densidade semelhante à da água.

ESPUMANTE- todo vinho obtido por uma segunda fermentação alcóolica (tipo champagne). O termo é utilizado para indicar esse tipo de vinho produzido fora da região de Champagne.

ESTRUTURADO - vinho com boa presença de álcool, ácidos e taninos. FIM-DE-BOCA - sensações finais, gustativas e olfato/gustativas, percebidas após a deglutição do vinho.

FINO - vinho de qualidade, cujas sensações olfativas e gustativas são elegantemente equilibradas.

ETÉREO - diz-se do perfume que apresenta característico odor de éteres. Próprio dos vinhos envelhecidos.

EVANESCENTE - no exame dos espumantes, refere-se à espuma que desaparece rapidamente.

FIADEIRO - vinho doente, que apresenta densidade semelhante à do azeite.

FOXY - odor que caracteriza os vinhos provenientes de uvas americanas ou de híbridos produtores diretos. Lembra o cheiro vulpino. FRAGRANTE - vinho cujo frescor olfativo abre as mucosas nasais, dando uma sensação agradável como a hortelã.

FRANCO - indica um vinho que, no seu aspecto olfativo, é absolutamente isento de defeitos.

FRESCO - no aspecto gustativo, refere-se ao vinho com ligeiro excesso de acidez, mas ainda assim muito agradável.

FRISANTE - vinho ligeiramente efervescente, com uma certa riqueza de anidrido carbônico, porém inferior à dos espumantes.

FRUTADO - diz-se de um vinho com aroma e gosto de frutas frescas. Características dos vinhos jovens.

FUGÍDIO - vinho de pouca persistência olfativa e olfato/gustativa.

GENEROSO vinho de alto teor alcoólico, porém, acompanhado de uma estrutura e riqueza tais que o tornam plenamente satisfatório e tônico para o organismo. Também se usa para indicar os vinhos fortificados com aguardente vínica (tipo Porto).

GORDUROSO - vinho não apenas rico em maciez - provocada pela glicerina- , mas também cheio e carnoso.

HARMÔNICO - vinho em que todos os componentes encontram-se em perfeito equilíbrio.

HERBÁCEO - particular indício que apresentam certos vinhos jovens, como o Cabernet Franc, lembrando levemente o aroma de ervas frescas. 

INTENSO - expressão usada para indicar vinhos ricos em matérias corantes, de bom impacto olfativo e gustativo.

JOVEM - vinho que, por não ter ainda completado sua evolução, pode apresentar algum desequilíbrio.

LEVE ou LIGEIRO - vinho com pouco corpo.

LÍMPIDO - vinho que, no exame visual, apresenta-se totalmente isento de partículas em suspensão.

MACIO - designa o vinho com bom teor de glicerina, justamente alcoólico e com pouca acidez. MADEIRIZADO - vinho no qual a oxidação levou não só a um escurecimento da cor, mas também à formação de um cheiro característico de aldeídos. Nos vinhos do tipo Madeira e Marsala é um caráter de tipicidade.

MADURO - vinho que, em sua evolução, atingiu um estágio ideal, com pleno desenvolvimento das características organolépticas.

MAGRO - vinho pobre em extrato seco. Se não apresentar desequilíbrio, pode ser agradável.

MERCAPTANO - odor desagradável, devido à formação de compostos sulfurosos.

METÁLICO - sabor defeituoso conferido ao vinho por certos metais como o cobre e o ferro. MOFO - defeito provocado por um excesso de umidade causado por bactérias, transmitido ao vinho por tonéis em mal estado de conservação ou através da rolha.

MOLE - vinho ao qual faltam totalmente acidez e vivacidade.

MOSTO - líquido denso e muito doce, obtido do esmagamento da uva fresca, e que ainda não sofreu fermentação. NERVOSO - vinho no qual a riqueza de acidez impressiona viva e favoravelmente os órgãos dos sentidos.

NÍTIDO - diz-se de um perfume com uma só nuance bem definida ou de um gosto único e bem caracterizado.

OPALESCENTE - usa-se para indicar um vinho, em particular branco, levemente velado.

OURO - tonalidade do amarelo própria de certos vinhos brancos, apresentando nuances que vão do claro ao ouro antigo.

OXIDADO - vinho alterado em suas características visuais, olfativas e gustativas pelo contato com o ar. A cor fica mais escura que o normal e a acidez tem uma queda acentuada, com uma tendência para o madeirizado.

PALHA - tonalidade do amarelo própria dos vinhos brancos, pode ser clara ou carregada.

PASTOSO - diz-se de um vinho espesso, gordo e muito doce, que na boca dá a sensação de uma untuosidade enjoativa.

PELE DE CEBOLA - nuance de cor dos vinhos rosados.

PERSISTÊNCIA - conjunto de sensações olfato/gustativas percebidas após a deglutição do vinho, que podem ser medidas em segundos.

PRONTO - vinho que está apto a ser consumido.

PUNGENTE - sensação percebida na boca, causada pela elevada concentração de anidrido carbônico, pela causticidade provocada pelo álcool ou pelo excesso de anidrido sulfuroso.

PÚRPURA - tonalidade dos vinhos tintos, lembrando o vermelho intenso com tendência ao violeta.

QUENTE - vinho justamente alcoólico, que provoca uma agradável sensação de calor. RANÇOSO - vinho que apresenta sensações desagradáveis provocadas por alterações microbianas, caracterizadas por um gosto de manteiga azeda.

REDONDO - vinho rico em glicerina, álcoois e açúcares residuais, quase sempre junto a uma moderada acidez e escasso teor de taninos, que o tonam extremamente macio.

RESINOSO - vinho que apresenta sensações de resinas vegetais.

RETROGOSTO - conjunto de sensações finais, percebidas depois que o vinho foi deglutido.

ROLHA - defeito transmitido ao vinho pela rolha atacada pela "Armilaria mellea". RUBI - tonalidade típica dos vinhos tintos maduros.

SALGADO - anomalia apresentada por certos vinhos ricos em sais minerais.

SÁPIDO - vinho agradável pela justa quantidade de ácidos e de sais minerais

SECO - pela legislação brasileira, é o vinho que apresenta um máximo de 5g/l de açúcares residuais

SUAVE - pela legislação brasileira, é o vinho que apresenta um mínimo de 20,1g/l de açúcares residuais. Termo empregado exclusivamente para designar o grau de doçura do vinho

SULFÍDRICO - defeito caracterizado pelo cheiro de ovos podres

SUTIL - diz-se de um perfume muito ligeiro ou de um vinho que oferece pouca se fracas sensações gustativas.

TÁNICO - vinho rico em taninos, encontrados principalmente nos tintos jovens; o mesmo que adstringente.

TANINO - é uma substância natural encontrada no vinho, essencial para a estrutura dos tintos. É derivado principalmente das cascas, sementes e engaços. Tem um sabor adstringente e conferem aromas e sabores ao vinho, assim como aptidão ao envelhecimento. O tanino também é um conservante natural que permite o vinho envelhecer por mais tempo. A percepção do tanino muda ao longo do tempo.

TÊNUE - vinho de pouca intensidade olfativa

TÍPICO - vinho no qual os caracteres de tipicidade são decisivamente marcados

TRANSPARÊNCIA - característica visual essencial a todos os vinhos de qualidade, tintos ou brancos. Na prática, um vinho é transparente quando permite a visão de um objeto colocado atrás do copo. Não deve ser confundida com limpidez.

TURVO - vinho com limpidez totalmente alterada, com grande quantidade de substâncias coloidais em suspensão.

VELADO - vinho com pouca limpidez.

VELHO - vinho que atingiu o último estágio de sua evolução e que ainda mantém características organolépticas apreciáveis. Vinho envelhecido.

VERDEAL - tonalidade dos vinhos brancos em que prevalecem reflexos esverdeados. VINOSO - característica dos vinhos jovens, lembrando o cheiro de mosto da uva.

VIVO - vinho com ligeiro excesso de acidez, porém ainda agradável.

 

Voltar ao Menu

Essa página é melhor visualizada com uma definição de 800x600. 

Rio Grande do Sul

Copyright© Pampas On Line 1996- 2008. Todos os direitos reservados.