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ABC
do Vinho, o Estado do Rio Grande do Sul possui diversas vinícolas, e é
através do cultivo da uva trazida por imigrantes italianos, que nossos vinhos
se destacam no mercado nacional e internacional. O texto abaixo é fonte do
site TASTE, recebido através de e-mail e aqui publicado.
ABC do Vinho
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Trivial
para o sommelier, a descrição de um vinho pode parecer aos ouvidos de um
leigo, outro dialeto. Para facilitar a vida daqueles que estão começando
a conhecer o mundo de Baco, o Taste tem um glossário com as expressões
usadas para verbalizar o prazer da degustação. Descubra nesta lista, por
exemplo, que um vinho curto pode também ser chamado de fugidio, ou que um
vinho magro não tem nada de dietético ou ainda, que o vinho pode ser
chato, delicado, elegante e até generoso.
Nomear
e descrever cada sensação que o vinho provoca não é tarefa fácil, mas
é fundamental para eternizar as provocações da bebida aos nossos cinco
sentidos! |
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Não
é novidade que vinhos precisam de local e condições adequadas para
serem armazenados e que o segredo de muitos deles está justamente nestas
condições. Todos sabem que é preciso proteger as garrafas da luz e
deixa-las na temperatura e umidade ideais.
Mas
qual é essa temperatura? Qual deve ser a umidade de da adega? E depois de
aberto? Como conservar um vinho que já foi aberto? Conheça as
recomendações básicas e necessárias que respondem a dúvidas simples
como estas. |
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Como conservar
seus vinhos?
O segredo de um
bom vinho pode muitas vezes estar na maneira como é conservado.
Todo bom apreciador de vinhos sabe:
guardá-los em condições adequadas é fator essencial à evolução de seu
sabor. Temperatura, umidade, vibração e luz, são apenas alguns dos cuidados
que permitem degustá-lo em todas as fases de seu desenvolvimento. E isso mesmo
quanto àqueles que não demandam tanto tempo até mostrar todas suas
qualidades. É claro que isso não implica em nenhum extremismo: não há
maiores problemas em deixar algumas garrafas de vinho para consumo imediato
expostas à temperatura ambiente.Mesmo assim, nunca é demais atentar para a boa
conservação. Os cinco sentidos agradecem!
A
temperatura (fator primordial)
O vinho envelhece e eventualmente avinagra
através de uma série de reações químicas. Em geral, quanto maior a
temperatura mais rápidas se tornam as reações. É por isto que um vinho
exposto a uma temperatura maior vai envelhecer mais rápido (e estragar mais
rápido) do que o normal.
A temperatura de uma adega deve variar entre 12 e 18 C, sendo os 16 C a média
ideal. Mas cuidado: se a temperatura for alta demais, o vinho acaba por ter vida
muito curta, além de perder aroma, frescor e complexidade.
Umidade
A umidade ideal de uma adega é ao redor de
75%. Muita umidade pode causar o aparecimento de mofos nos rótulos e nas
rolhas. Pouca umidade pode secar e encolher a rolha, aumentando o contato com o
ar, o que poderia estragar o vinho. É justamente por isso que a tradição
aconselha a deitar-se as garrafas, mantendo assim o vinho sempre em contato com
a rolha, evitando seu conseqüente ressecamento.
A vibração
Quanto mais paradas as garrafas estiverem,
melhor. Assim, evita-se que os sedimentos se dispersem alterando a viscosidade
da bebida.
Luminosidade
A luminosidade também acelera as
reações químicas, colaborando para o envelhecimento precoce do vinho. Por
isso aconselha-se armazenar as garrafas em um ambiente escuro.
E depois de
aberto
É possível guardar o vinho por
algum tempo depois de aberto, embora ele vá gradualmente perdendo em aroma e
complexidade. O grande problema é a exposição ao ar e ao calor. Tampe a
garrafa com a própria rolha e a coloque na geladeira. Isto permitirá que ela
dure um ou dois dias. Quanto mais líquido na garrafa melhor, pois a exposição
ao ar será menor. Uma ótima solução é um dispositivo chamado Vacuvin, que
retira o ar da garrafa e permite que o vinho dure mais tempo depois de aberto.
Curiosidades
A região do Mediterrâneo foi o
grande centro de cultura e difusão do vinho. Os egípcios usavam a bebida
inclusive nas cerimônias religiosas dos funerais, há 3 mil anos antes de
Cristo. A Ilíada e a Odisséia, poemas gregos anteriores ao século 7 a.C.,
mencionam o
vinho como produto corrente. Os gregos, à medida que expandiam seu domínio,
levavam também a cultura da uva e do vinho que legaram ao futuro Império
Romano. Os Romanos viriam a fazer o mesmo, pavimentando de vinhas seu roteiro de
conquistas pela Europa. Tanto gregos quanto romanos tiveram célebres divindades
enófilas: Dionísio e Baco. No início da Idade Média, a Igreja católica,
adotou também a produção do vinho.
Os hoje tão preciosos vinhedos da Bourgogne franceses nasceram como fonte de
vinho de missa produzido pelos conventos.
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Fabricação
do vinho
É bastante
simples em suas linhas gerais a fabricação do vinho e eu pude acompanhar uma
experiência de fabricação doméstica, feita por um conhecedor do processo,
o agrônomo - e em outra época viticultor - Dr. Alvacir Fedalto. O líquido
produzido dessa forma rudimentar dificilmente é alguma coisa de bom paladar,
porque há muitos fatores que não podem ser controlados nessas condições.
Mas a experiência valeu-me para a compreensão de muitas questões que se
prendem à qualidade dos vinhos e que até então eram para mim apenas de
conhecimento teórico. O fabrico compreende cinco etapas:
1. As uvas,
cerca de dois quilos, são esmagadas em um balde com as mãos. A massa de
miolo e casca é deixada passar por uma decantação e uma primeira fermentação
de uns 15 dias. Se o clima estiver frio, é necessário enrolar um cobertor no
balde, para conservar a temperatura da fermentação.
NOTA: Na fabricação de vinhos tintos as cascas das uvas vermelhas (roxas ou
azuladas) são mantidas por algum tempo no processo e assim emprestam sua cor
ao líquido. Além dos pigmentos da cor, as cascas cedem também o seu tanino,
que dá ao vinho tinto um paladar adstringente. O vinho branco pode ser feito
de uvas brancas ou, mais raramente, de uvas vermelhas, desde que separadas as
cascas no início do processo. Na industria, o esmagamento é feito em
cilindros metálicos perfurados, onde pás giratórias em alta rotação criam
uma pasta de suco, cascas e sementes. Após alguns dias, o suco é então
separado. Os
vinicultores aproveitam o bagaço (cascas e sementes) para produzir a graspa
ou bagaceira. O processo consiste em adicionar ao bagaço água fervida
e açúcar, e deixar fermentar novamente, para depois destilar. Mas isto nada
tem a ver com o fabrico do vinho propriamente.
2.
Após a primeira fermentação no balde, o líquido estará separado, ficando
as cascas em cima, e os caroços da uva em baixo. Inclina-se
o balde, segurando o bagaço das cascas e deixando vazar lentamente o líquido
através de um funil para um garrafão.
A rolha do
garrafão tem um furo no qual é fixada a ponta de uma mangueira fina. O
ajuste tanto da mangueirinha na rolha como da rolha no gargalo do garrafão
tem que ser perfeito, bem apertado. A outra ponta é metida em um copo com água.
Os gazes que se formarem durante a segunda fermentação escaparão pela
mangueirinha e farão a água do copo borbulhar. Este processo simples permite
o gás escapar sem que entre ar no interior do garrafão.
Começa no
garrafão uma segunda fermentação, agora protegida de contacto com o ar
(fermentação anaeróbica). O líquido tem aspecto sujo, amarelado se a uva
é branca, avermelhado se a uva é roxa.
NOTA.
A levedura (cultura de bactérias) intervém de modo fundamental na elaboração
do vinho. sem leveduras não existe fermentação, sem fermentação não há
vinho. As leveduras se incorporam na massa do mosto no momento do prensado,
transformando o açúcar do mosto, principalmente em álcool etílico e gás
carbônico. A bactéria responsável pela fermentação mais comum é a Saccharomyces
cerevisae
3.
Após outros 15 a
20 dias de fermentação, é necessário remover o precipitado que o líquido
impuro deixou no fundo do garrafão. A borra é uma papa grossa da mesma cor
leitosa a marrom clara. O líquido é sifonado para um outro recipiente e o
garrafão limpado da borra.
Para sifonar,
prende-se a ponta de uma mangueirinha a uma vareta, de modo que a abertura por
onde entrará o líquido, fique uns três cm. cima da ponta da vareta.
Retira-se a rolha mergulha-se a mangueirinha no líquido, encostando a ponta
da vareta no fundo do garrafão. A entrada da mangueirinha ficará mais alta,
e não irá aspirar a borra que está no fundo do recipiente.
4. A
fim de tornar o vinho mais suave, uma porção do líquido é aquecida em uma
vasilha na chama do fogão, adicionando-se a ele um certo percentual de açúcar.
Se a uva é muito doce, bastam 2% de açúcar (90 gr. para um garrafão de
4 litros
e meio), caso contrário, adicionar um pouco mais. de açúcar. Essa calda é
posta a ferver e dá muita espuma que sobe na vasilha, sendo necessário por
esse motivo estar atento e controlar o fogo.
5. Misturada
a calda ao vinho, este volta para o garrafão para a 3ª fase de fermentação
do mesmo modo que foi a segunda. Esta fase, porém, será muito mais longa, e
vai durar enquanto os gazes da fermentação formarem bolhas na água do copo.
Ao final, o vinho é sifonado como da primeira vez, usando-se a vareta que tem
uns três centímetros mais que a mangueirinha, de modo que o sifonamento não
atinge a nova borra que se formou.
Um vinho
muito rústico está pronto e pode ser provado. Se for necessário torná-lo
mais suave, pode ser adoçado uma segunda vez, e passará por nova fermentação
igual à da 3ª fase. Se estiver no ponto, também poderá ser usado como
vinho seco.
NOTA. O vinho que tomamos
é homogêneo, translúcido ou transparente à luz. Para que tenha essa
qualidade, ao sair dos barris de fermentação o vinho precisa ser filtrado.
Partículas em suspensão, moléculas de proteínas e complexos metálicos o
deixam turvo, opaco. Entre as formas atuais de clarificação industrial,
encontram-se o uso, celulose, sílica (diatomito, rocha constituída de restos
silicosos fósseis da alga unicelular diatomácea), PVP (polivinil) ou caseína
(phosphoproteina isolada do leite).
6.
Feita a filtragem, o vinho ficará límpido e poderá ser colocado nas
garrafas.
NOTA: Os
microorganismos sensíveis ao vinho tendem a morrer quando o teor alcoólico
aumenta na fermentação. Mas alguns sobrevivem, e serão eliminados na
pasteurização, que consiste em aquecer o vinho até cerca de 80o C
por algum tempo. A pasteurização acaba com a fermentação por matar as bactérias
restantes no líquido.
Mesmo após a
pasteurização, o vinho pode beneficiar-se do envelhecimento. Deixar o vinho
descansar por algum tempo pode melhorar o seu sabor. A acidez diminui, e
varias substâncias pouco solúveis e que estão em finíssima suspensão são
precipitadas. Ocorrem reações químicas que afetam o sabor e odor. A isto se
chama "envelhecer o vinho", o que na Europa é feito em barris de
carvalho. Da madeira passam para o vinho componentes que influenciam no
bouquet ou no aroma final. Entretanto, nem todos os vinhos podem beneficiar-se
do envelhecimento, o que depende do tipo da uva que foi utilizada na sua
fabricação.
Fabricação
de vinhos especiais
Os Martines,
o vinho do Porto, os champagnes ou espumantes, o xerez, o Campari e outros, são
vinhos e aperitivos produzidos através de processos especiais de fermentação
ou com utilização de misturas.
O vinho do
Porto é um Vinho Fortificado, o que significa que recebe a adição de um
vinho velho ou de cognac. Esses aditivos desequilibram a fermentação normal,
fazendo que boa parte do açúcar da uva deixe de fermentar. Apesar de parar a
fermentação, o teor alcoólico será aumentado por esses mesmos aditivos. O
resultado será um vinho doce (devido ao açúcar residual) e de alto teor
alcoólico (devido aos aditivos alcoólicos).
Os vinhos
espumantes, entre eles o Champagne, são produzidos principalmente pelo método
denominado Champenoise que consiste, grosso modo, em adicionar ao vinho açúcar,
vinho velho ou conhaque (mistura chamada "licor de expedição") e
fechar a garrafa com rolha de cortiça amarrada com arame.
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Terminologia
da degustação
Aos amantes dessa arte, o Taste apresenta um glossário com as expressões
utilizadas na degustação de vinhos. Embora sejam só palavras, procuram
traduzir o oceano de sabores e sensações que a bebida consegue produzir.
ABOCADO
ou ADAMADO - vinho levemente doce, amável.
ACASTANHADO - nuance de cor dos vinhos tintos, lembrando a cor da castanha
ou do tijolo. Geralmente associada a vinhos envelhecidos. |
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ACETIFICADO - vinho com forte presença de ácido acético
("avinagrado")
ACIDEZ -
formada pelos ácidos presentes no vinho, de origem fermentativa ou da própria
uva. Em determinadas concentrações, confere ao vinho vivacidade, sapidez e
frescor. Pode ser - fixa pela presença dos ácidos orgânicos (tartárico,
málico,
lático e cítrico) ou - volátil, proveniente do acetato de etila.
ACÍDULO - vinho no qual existe um ligeiro excesso de acidez, mas ainda agradável.
ACRE - Indica a sensação desagradável de excessiva acidez e tenacidade,
provocando irritação das mucosas.
ADSTRINGENTE - vinho com excesso de taninos, áspero, duro, que deixa na boca
uma sensação de "sica". É uma característica dos tintos jovens.
Popularmente chamado de "rascante".
ADULTERADO - usa-se para indicar um vinho acrescido de substâncias estranhas à
sua composição e/ou não admitidas por lei.
AFINADO - vinho que evoluiu corretamente, adquirindo perfeito equilíbrio entre
aroma e sabor.
AGRADÁVEL - expressão usada quando o conjunto aroma-sabor está
organolepticamente equilibrado.
AGRESSIVO - vinho com excesso de acidez e adstringência, ainda jovem ou em
processo de evolução.
AGRIDOCE - grave doença do vinho, provocada por bactérias láticas que
transformam os açúcares residuais em manite, provocando um sabor ao mesmo
tempo acre (devido aos ácidos) e doce (pela manite), que lembra a fruta super
madura.
AGULHA - sensação tátil proveniente da presença do gás carbônico, bem
característica dos vinhos verdes.
ALARANJADO - nuance de cor dos vinhos tintos, lembrando a cor da casca da
laranja madura. Característica de vinhos envelhecidos. ALCOÓLICO - vinho no
qual o elevado teor de álcool é percebido de maneira desarmônica, acima dos
demais componentes .
ALTERADO - vinho que sofreu qualquer mutação de caráter físico-química ou
enzimática.
ARDENTE - vinho que provoca uma sensação tátil de causticidade ("queimação"),
devido a seu alto teor alcoólico.
AMADURECIMENTO - processo de evolução dos vinhos submetidos a um estágio em
grande recipiente.
AMARGO - um dos quatro sabores elementares percebidos na língua, provocada por
substâncias fenólicas, entre as quais o tanino. Doença causada por bactérias
láticas, que atacam a glicerina e a transformam em acroelina, que combinando-se
em seguida com os polifenois provoca amargor.
AMBAR - tonalidade de amarelo, cor típica de alguns vinhos licorosos. Nos
vinhos comuns denota oxidação ou madeirização.
AMBIENTAR - tornar o vinho compatível com a temperatura do ambiente onde será
servido. O mesmo que "chambrer".
AMPLO - vinho com "bouquet" rico e com muitas nuances, oferecendo
agradáveis sensações olfato/gustativas.
ANÁLISE SENSÓRIAL - exame das propriedades organolépticas do vinho através
dos órgãos dos sentidos. AROMA - conjunto de sensações percebidas
diretamente por via nasal ou retro nasal (através da boca). Pode ser primário
ou varietal (derivado da própria uva), secundário (originário da fermentação)
ou terciário (originário do envelhecimento, que em conjunto com os anteriores
produz o chamado "bouquet").
AROMÁTICO - vinho cujo aroma provém diretamente de castas aromáticas (p.ex:
Sauvignon, Malvasia, Traminer).
ARQUETES OU LÁGRIMAS - efeito provocado nas paredes do copo após agitação.
É um fenômeno de tensão superficial, provocado pela evaporação do álcool;
quanto mais amplos, menor a presença do álcool.
ÁSPERO - vinho rico em taninos e em acidez, bastante duro. Geralmente associado
aos tintos jovens.
ATIJOLADO - indica o vinho tinto cuja cor tende ao ocre, lembrando o
vermelho-tijolo e apresentando uma tonalidade pouco vivaz. É uma característica
dos vinhos envelhecidos.
ATÍPICO - vinho que não apresenta qualquer elemento ou caráter de
tipicidade.AUSTERO - diz-se de um grande vinho, bem estruturado e envelhecido,
que manteve uma ligeira tanicidade.
AVELUDADO - vinho extremamente macio, lembrando a textura do veludo.
AVINAGRADO- que apresenta excesso de ácido acético; vinho próximo de se
tornar vinagre.
BLANC DE BLANCS - vinho branco elaborado exclusivamente com uvas brancas.
BLANC DE NOIRS - vinho branco produzido a partir de uvas tintas.
BOUQUET - conjunto de sensações olfativas adquiridas pelo vinho no ambiente
reduzido da garrafa, englobando também os aromas primários e secundários.
Característica dos vinhos envelhecidos.
BRANCO-PAPEL - vinho quase incolor . Característica de alguns brancos jovens.
BRILHANTE - vinho com perfeita transparência e luminosidade. Característica
dos brancos jovens.
BRUT - termo que designa o tipo de espumante natural com menor teor de açúcares
residuais.
CEREJA - cor um pouco viva dos rosados, lembrando a cereja.
CHAMBRER - adaptar o vinho à temperatura-ambiente.
CHAMPAGNE - espumante- método de espumatização que consiste em refermentar o
vinho na própria garrafa. Tradicionalmente usado na região de Champagne.
CHAPTALIZAÇÃO - prática que consiste na adição ao mosto de açúcares não
provenientes da uva, quando esta se apresenta pobre em açúcares naturais.
Permitida apenas e alguns países, onde é prevista em lei.
CHARMAT - método de espumatização criado por Eugene Charmat, em que o vinho
sofre a segunda fermentação em grande recipiente.
CHATO - vinho com carência de acidez fixa.
CLARETE - cor mais carregada que o cereja; tonalidade dos rosados que mais se
aproxima dos vinhos tintos.
COMUM - vinho de consumo corrente, não distinguido por classificações
especiais.
CORPO OU EXTRATO - é constituído de todos os elementos que permanecem após a
evaporação da água, do álcool e das substâncias voláteis. Na prática, é
formado por taninos, ácidos, sais minerais e substâncias pécticas. CORTE - prática
de cantina que consiste na mistura de dois ou mais tipos de vinho, ou de vinhos
da mesma casta de safras diferentes.
COZIDO - sabor que adquirem certos vinhos submetidos a um processo de pasteurização
mal conduzido.
CURTO - vinho de pouca persistência olfato/gustativa, fugidio.
DECANTAR - ato de transferir o vinho da garrafa para uma jarra, com o propósito
de separar os sedimentos originários do envelhecimento.
DECRÉPITO - vinho que, por excesso de envelhecimento, apresenta-se apagado,
quase sem perfumes, cor ou sabor.
DEFEITUOSO - vinho que apresenta cheiros ou sabores estranhos, devidos
geralmente à falta de higiene da cantina ou à má conservação dos
recipientes utilizados.
DELICADO - define um vinho elegante, gracioso, que apresenta particular harmonia
e qualidade.
DENSO - vinho, que, no aspecto visual, apresenta-se com densidade superior à da
água. Característica dos vinhos doces tipo Sauternes.
DESARMÔNICO - vinho que, pela carência ou excesso de um ou mais componentes,
resulta desequilibrado do ponto de vista gustativo. DOCE - vinho no qual o sabor
doce dos açúcares predomina sobre os demais sabores. Açúcares residuais
acima de 50g/l. No Brasil, o mesmo que "suave".
DURO - vinho rico em acidez fixa e taninos. Característica de tintos jovens.
EFERVESCENTE - diz-se de um vinho que desprende gás carbônico, em forma de
pequenas bolhas.
ELEGANTE - vinho muito equilibrado, fino, de classe.
ENCORPADO - terminologia usada em degustação para indicar um vinho rico em
extrato seco (corpo).
EQUILIBRADO - vinho em que todos os componentes estão na proporção correta,
principalmente o álcool e os ácidos.
ESCORREGADIO - vinho que apresenta densidade semelhante à da água.
ESPUMANTE- todo vinho obtido por uma segunda fermentação alcóolica (tipo
champagne). O termo é utilizado para indicar esse tipo de vinho produzido fora
da região de Champagne.
ESTRUTURADO - vinho com boa presença de álcool, ácidos e taninos. FIM-DE-BOCA
- sensações finais, gustativas e olfato/gustativas, percebidas após a deglutição
do vinho.
FINO - vinho de qualidade, cujas sensações olfativas e gustativas são
elegantemente equilibradas.
ETÉREO - diz-se do perfume que apresenta característico odor de éteres. Próprio
dos vinhos envelhecidos.
EVANESCENTE - no exame dos espumantes, refere-se à espuma que desaparece
rapidamente.
FIADEIRO - vinho doente, que apresenta densidade semelhante à do azeite.
FOXY - odor que caracteriza os vinhos provenientes de uvas americanas ou de híbridos
produtores diretos. Lembra o cheiro vulpino. FRAGRANTE - vinho cujo frescor
olfativo abre as mucosas nasais, dando uma sensação agradável como a hortelã.
FRANCO - indica um vinho que, no seu aspecto olfativo, é absolutamente isento
de defeitos.
FRESCO - no aspecto gustativo, refere-se ao vinho com ligeiro excesso de acidez,
mas ainda assim muito agradável.
FRISANTE - vinho ligeiramente efervescente, com uma certa riqueza de anidrido
carbônico, porém inferior à dos espumantes.
FRUTADO - diz-se de um vinho com aroma e gosto de frutas frescas. Características
dos vinhos jovens.
FUGÍDIO - vinho de pouca persistência olfativa e olfato/gustativa.
GENEROSO vinho de alto teor alcoólico, porém, acompanhado de uma estrutura e
riqueza tais que o tornam plenamente satisfatório e tônico para o organismo.
Também se usa para indicar os vinhos fortificados com aguardente vínica (tipo
Porto).
GORDUROSO - vinho não apenas rico em maciez - provocada pela glicerina- , mas
também cheio e carnoso.
HARMÔNICO - vinho em que todos os componentes encontram-se em perfeito equilíbrio.
HERBÁCEO - particular indício que apresentam certos vinhos jovens, como o
Cabernet Franc, lembrando levemente o aroma de ervas frescas.
INTENSO - expressão usada para indicar vinhos ricos em matérias corantes, de
bom impacto olfativo e gustativo.
JOVEM - vinho que, por não ter ainda completado sua evolução, pode apresentar
algum desequilíbrio.
LEVE ou LIGEIRO - vinho com pouco corpo.
LÍMPIDO - vinho que, no exame visual, apresenta-se totalmente isento de partículas
em suspensão.
MACIO - designa o vinho com bom teor de glicerina, justamente alcoólico e com
pouca acidez. MADEIRIZADO - vinho no qual a oxidação levou não só a um
escurecimento da cor, mas também à formação de um cheiro característico de
aldeídos. Nos vinhos do tipo Madeira e Marsala é um caráter de tipicidade.
MADURO - vinho que, em sua evolução, atingiu um estágio ideal, com pleno
desenvolvimento das características organolépticas.
MAGRO - vinho pobre em extrato seco. Se não apresentar desequilíbrio, pode ser
agradável.
MERCAPTANO - odor desagradável, devido à formação de compostos sulfurosos.
METÁLICO - sabor defeituoso conferido ao vinho por certos metais como o cobre e
o ferro. MOFO - defeito provocado por um excesso de umidade causado por bactérias,
transmitido ao vinho por tonéis em mal estado de conservação ou através da
rolha.
MOLE - vinho ao qual faltam totalmente acidez e vivacidade.
MOSTO - líquido denso e muito doce, obtido do esmagamento da uva fresca, e que
ainda não sofreu fermentação. NERVOSO - vinho no qual a riqueza de acidez
impressiona viva e favoravelmente os órgãos dos sentidos.
NÍTIDO - diz-se de um perfume com uma só nuance bem definida ou de um gosto único
e bem caracterizado.
OPALESCENTE - usa-se para indicar um vinho, em particular branco, levemente
velado.
OURO - tonalidade do amarelo própria de certos vinhos brancos, apresentando
nuances que vão do claro ao ouro antigo.
OXIDADO - vinho alterado em suas características visuais, olfativas e
gustativas pelo contato com o ar. A cor fica mais escura que o normal e a acidez
tem uma queda acentuada, com uma tendência para o madeirizado.
PALHA - tonalidade do amarelo própria dos vinhos brancos, pode ser clara ou
carregada.
PASTOSO - diz-se de um vinho espesso, gordo e muito doce, que na boca dá a
sensação de uma untuosidade enjoativa.
PELE DE CEBOLA - nuance de cor dos vinhos rosados.
PERSISTÊNCIA - conjunto de sensações olfato/gustativas percebidas após a
deglutição do vinho, que podem ser medidas em segundos.
PRONTO - vinho que está apto a ser consumido.
PUNGENTE - sensação percebida na boca, causada pela elevada concentração de
anidrido carbônico, pela causticidade provocada pelo álcool ou pelo excesso de
anidrido sulfuroso.
PÚRPURA - tonalidade dos vinhos tintos, lembrando o vermelho intenso com tendência
ao violeta.
QUENTE - vinho justamente alcoólico, que provoca uma agradável sensação de
calor. RANÇOSO - vinho que apresenta sensações desagradáveis provocadas por
alterações microbianas, caracterizadas por um gosto de manteiga azeda.
REDONDO - vinho rico em glicerina, álcoois e açúcares residuais, quase sempre
junto a uma moderada acidez e escasso teor de taninos, que o tonam extremamente
macio.
RESINOSO - vinho que apresenta sensações de resinas vegetais.
RETROGOSTO - conjunto de sensações finais, percebidas depois que o vinho foi
deglutido.
ROLHA - defeito transmitido ao vinho pela rolha atacada pela "Armilaria
mellea". RUBI - tonalidade típica dos vinhos tintos maduros.
SALGADO - anomalia apresentada por certos vinhos ricos em sais minerais.
SÁPIDO - vinho agradável pela justa quantidade de ácidos e de sais minerais
SECO - pela legislação brasileira, é o vinho que apresenta um máximo de 5g/l
de açúcares residuais
SUAVE - pela legislação brasileira, é o vinho que apresenta um mínimo de
20,1g/l de açúcares residuais. Termo empregado exclusivamente para designar o
grau de doçura do vinho
SULFÍDRICO - defeito caracterizado pelo cheiro de ovos podres
SUTIL - diz-se de um perfume muito ligeiro ou de um vinho que oferece pouca se
fracas sensações gustativas.
TÁNICO - vinho rico em taninos, encontrados principalmente nos tintos jovens; o
mesmo que adstringente.
TANINO - é uma
substância natural encontrada no vinho, essencial para a estrutura dos tintos.
É derivado principalmente das cascas, sementes e engaços. Tem um sabor
adstringente e conferem aromas e sabores ao vinho, assim como aptidão ao
envelhecimento. O tanino também é um conservante natural que permite o vinho
envelhecer por mais tempo. A percepção do tanino muda ao longo do tempo.
TÊNUE - vinho de pouca intensidade olfativa
TÍPICO - vinho no qual os caracteres de tipicidade são decisivamente marcados
TRANSPARÊNCIA - característica visual essencial a todos os vinhos de
qualidade, tintos ou brancos. Na prática, um vinho é transparente quando
permite a visão de um objeto colocado atrás do copo. Não deve ser confundida
com limpidez.
TURVO - vinho com limpidez totalmente alterada, com grande quantidade de substâncias
coloidais em suspensão.
VELADO - vinho com pouca limpidez.
VELHO - vinho que atingiu o último estágio de sua evolução e que ainda mantém
características organolépticas apreciáveis. Vinho envelhecido.
VERDEAL - tonalidade dos vinhos brancos em que prevalecem reflexos esverdeados.
VINOSO - característica dos vinhos jovens, lembrando o cheiro de mosto da uva.
VIVO - vinho com ligeiro excesso de acidez, porém ainda agradável.
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