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Porto Alegre, RS, 2008.

 
 
 
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CAVALOS, animal bonito e de exuberante imponência, é o maior companheiro do gaúcho. Nas lidas campeiras, ele é o senhor das estâncias e a maior relíquia do peão posteiro.

Cavalos

Até hoje, muito embora algumas tentativas, o cavalo ainda não pode ser substituído por máquinas nas lidas de campo.

Estas ajudam muito, mas ainda não podem fazer o que o cavalo faz, como por exemplo, um aparte no rodeio ou numa porteira de mangueira. Além disso, o cavalo é o ingrediente que maiores belezas e alegrias produzem dentro dos trabalhos de uma estância. Ë belo, é ágil, é inteligente, é dócil, é veloz, é vaidoso, é forte, enfim nos proporciona momentos de verdadeiro encantamento, principalmente quando, em seu lombo, praticamos as mais difíceis, porém mais emotivas e alegres lidas, como o tiro de laço e o aparte, que hoje os "Crioulistas"apelidaram de "Paleteada" .

Convença-se, pois, que você jamais poderá deixar de possuir alguns, porá apoder desempenhar a contento suas atividades e, sobretudo, para poder usufruir a felicidade que eles sem dúvida alguma vão proporcionar-lhe. Confira e verá!

Existem muitas raças. Aqui no Estado do Ro Grande do Sul cria-se:1) Inglês, 2)Árabe, 3)Crioulo, 4)Quarto de Milha, 5) Manga larga, 6)Percheron, etc.

Suas principais características são:

  1. Inglês: Muito altos, extremamente velozes, não se prestam muito para a lida campeira, são apropriados para carreiras de tiro longo;

  2. Árabe: Altos, muito ágeis, finos de corpo, belíssimos, porém também não são aconselháveis para o campo porque são extremamente nervosos e exageradamente delgados;

  3. Crioulo: São os mais rústicos dos aqui enumerados, engordam em qualquer campo, são pequenos, mas grossos e fortes, favorecendo as manobras rápidas e em espaços reduzidos, não dependem de trato suplementar além do campo. São os cavalos ideais para serviços com o gado;

  4. Quarto de Milha – Muito velozes em tiros curtos de até 400 metros, prestam-se muito bem para o tiro de laço, porém perdem para o Crioulo na rusticidade porque dependem sempre, de alguma ração suplementar além do campo. São um pouco maiores que os Crioulos;

  5. Manga Larga – Boníssimos para longas viagens, em face do seu bom cômodo e da velocidade que desempenham, geralmente são "marchadores" o que os fazem perder para o Crioulo num espaço vital: o pique da arrancada. O Crioulo, por ser geralmente de trote arranca com mais rapidez em face da posição das patas que, no trote, estão mais próximas umas das outras;

  6. Percheron – Insuperável na força são apropriados para tração.

Diante das principais características enumeradas acima você naturalmente já deduziu a raça que mais lhe convém.

Ao iniciar sua nova atividade você, deveria adquirir algumas éguas, que, além de servirem para o trabalho também servirão para dar-lhe novos cavalos, assim sua estância faria naturalmente a renovação da cavalhada. No entanto não exagere na quantidade, porque um eqüino come por 2 ou 3 vacas, além de pastar noite e dia, ainda arranca algum pasto com a raiz.

O conceito generalizado entre os estancieiros antigos era de possuírem centenas e até milhares de eqüinos. Conheci uma proprietária, em Mostardas, Maria Joaquina Osório Velho, que chegou a possuir 2.000 animais cavalares. Meu pai, enquanto criador de certa escala, nunca teve menos de 200 eqüinos, apenas por puro prazer e um certo orgulho.

Hoje, salvo em Cabanhas especializadas em criação de cavalos, isto é absolutamente anti-econômico.

 

Pêlos

Já que dedicamos um capítulo aos Cavalos, seria imperdoável não falarmos sobre os seus variadíssimos pêlos. Dado a sua grande importância, dedico-lhe em capítulo especial.

O assunto é polêmico porque encerra muitas diferenças entre as várias regiões do Rio grande. Além disso, existe ainda, enorme discrepância entre as linguagens militar ou turfistas e a da gauchada campeira, que jamais chamou o cabalo zaino de castanho...

Por outro lado alguns animais possuem em seu corpo mais de uma pelagem, o que dificulta a identificação.

É oportuno lembrarmos, também, que até um ano e meio a dois anos de idade alguns eqüinos mudam a pelagem, só atingindo a definitiva a partir daí.

Como me propus, neste modesto trabalho, a transmitir aos leigos alguns ensinamentos, coerentemente permanecerei dentro desta linha, respeitando sempre o regionalismo crioulo.

São, pois, os seguintes pêlos:

  • ALAZÃO: vermelho – claro alaranjado.

  • AZULEGO: azulado, com uma ou outra mancha branca.

  • BAIO: cor de café com leite fraco.

  • BAIO CABOS – NEGROS: com pernas, crina e cola pretas.

  • BAIO ENCERADO: café com leite forte e manchas arredondadas e levemente mais escuras.

  • BAIO CEBRUNO: café com leite forte e argolas pretas nas quatro patas.

  • BAIO RUANO: café com leite bem desmaiado e crina e cola brancas.

  • BRANCO: totalmente branco

  • BRAGADO: totalmente coberto de manchas brancas, vermelhas ou pretas embaralhas e indefinidas, dando a apar6encia de um buquê de flores.

  • COLORADO: vermelho.

  • COLORADO PINHÃO: vermelho carregado, quase encarnado.

  • DOURADILHO: vermelho bem claro, que brilha quando exposto ao sol

  • GATEADO: café com leite forte ou marrom fraco.

  • GATEADO ROSILHO: com pintinhas brancas.

  • LUBUNO: cinza

  • MALACARA: geralmente cavalos vermelhos que tiverem, à frente da cabeça, uma mancha vertical, dos olhos até o focinho (outros pêlos que tiverem a mesma macha normalmente não são tratados como Malacara).

  • MOURO: pequenas pintas brancas sobre o fundo preto.

  • OVEIRO: manchas grandes, brancas, vermelhas ou pretas, arredondadas.

  • PAMPA: o cavalo que tiver toda a cabeça branca.

  • PANGARÉ: café com leite, com barriga e focinho brancos.

  • PICAÇO: todo preto com qualquer mancha branca e em qualquer lugar.

  • PRETO: totalmente preto

  • ROSILHO: pintas brancas sobre o fundo vermelho.

  • ROSILHO PRATEADO: rosilho, com a anca quase branca.

  • ROSADO: é como na Serra denominam o Bragado.

  • RUANO: vermelho claro e crinas e cola brancas.

  • TOBIANO: faixas largas e bem definidas, brancas e vermelhas ou brancas e pretas, em geral dispostas verticalmente.

  • TOBIANO ROZILHO: quando as faixas forem rosilhos.

  • TOBIANO MOURO: quando as faixas forem do pêlo mouro.

  • TORDILHO: fundo branco com pintas levemente mais escuras de um branco sujo.

  • TORDILHO NEGRO: fundo branco com pintas de um preto desmaiado.

  • TORDILHO VINAGRE: fundo branco sob pintas marrons.

  • TOSTADO: cor de castanha madura.

  • TOSTADO RUANO: A cor de castanha madura e crinas e cola brancas.

  • ZAINO: marrom escuro

  • ZAINO CRUZADO: marrom escuro e duas patas brancas desencontradas.

  • ZAINO NEGRO: quase preto.

  • ZAINO PINHÃO: puxado à cor de pinhão maduro.

  • ZAINO TAPADO: o que não tem qualquer pinta branca.

Alguns animais possuem de 1 a 4 canelas brancas, independente da sua pelagem geral, estes são chamados de "calçados" (gateado calçado da 4 patas, etc.).

Fonte: Cyro Dutra Ferreira
Campeirismo Gaúcho – Orientações Práticas

 

Classificação das Pelagens

Os trabalhos conhecidos que enfocam a questão das pelagens seguem habitualmente a classificação francesa que, em parte, também seguimos.

A pelagem é o conjunto de pêlos, de uma ou de diversas cores, espalhados pela superfície do corpo e extremidades, em distribuição e disposição variadas, cujo todo determina a cor do animal. Apesar de haver muitos matizes diferentes, todas as pelagens agrupam-se inicialmente em três modalidades ou categorias - simples, compostas e conjugadas ou justapostas, cada uma delas com suas divisões e, que no total, forma 76 pelagens diferentes.

SIMPLES
São as pelagens formadas por pêlos e crinas da mesma cor.

 

Tipo branco

  • sujo - é um branco encardido, levemente amarelado.

  • porcelana - quando a pele é escura, dando um reflexo azulado, que faz lembrar a louça de porcelana.

  • pombo ou leite - quando a coloração é fosca, sem brilho.


Tipo alazão


É formado por um grande número de matizes, que vão de uma coloração aloirada clara até uma avermelhada, lembrando a canela, ou de uma coloração vermelho escura, queimada, lembrando a cutícula da castanha, tendo sempre as crinas e as extremidades da mesma cor do corpo ou mais claras, nunca escuras. 

  • claro - quando a cor é loira, clara e pálida.

  • ordinário - quando a cor é de canela.

  • escuro ou tostado - quando é da cor do café torrado ou do mogno.

  • aleonado -quando é de um tom amarelo-claro, com as extremidades mais carregadas, lembrando o leão.

  • queimado - quando a coloração lembra o café torrado, bastante carregado.

  • careja - quando a coloração lembra a cereja madura.

  • gateado, lavado ou sopa-de-leite - quando a tonalidade amarelo-clara desce uniformemente para os membros, geralmente acompanhada de "gateaduras" pelas canelas, antebraços e jarretes, bem como de lista de mulo e banda crucial (quase sempre apagadas).

  • vermelho, sangüíneo ou colorado - quando a coloração é de um vermelho vivo, lembrando o sangue de boi.


Tipo baio simples (crina, cola e extremidades claras)

 

Obs. Todas as variedades do baio simples podem apresentar ou deixar de apresentar listra de mulo, banda crucial e zebruras, embora, algumas vezes, sejam um tanto apagadas.

  • claro ou palha - quando se parece com a cor da palha do trigo.

  • ordinário - quando o amarelo é o intermediário entre o palha e o escuro.

  • escuro - quando a tonalidade do amarelo é mais carregada.

  • encerado - quando a coloração amarela é mais sombria, lembrando a cera bruta.

  • camurça ou Isabel (encardido) - com coloração baia um pouco encardida, lembrado peça íntima do vestuário da princesa austríaca, Isabel Carla Eugênia, filha de Filipe II, que governou os Países Baixos de 1601 a 1604, quando se deu o cerco de Ostente. A princesa fez a promessa de que só trocaria de roupa depois do rendimento da praça, o que só aconteceu após oito meses - daí ter surgido a pelagem Isabel (lenda).

  • amarelo ou amarilho - quando a coloração amarela é dourada, lembrando a gema do ovo e apresentando, obrigatoriamente, crina e cola bem mais claras que o pêlo do corpo, razão pelo que também é conhecido como baio ruano. O baio amarelo ou baio amarilho é ainda mais conhecido, em certas regiões da Zona Sul do Estado de São Paulo, por baio marinho, portanto, uma corruptela da palavra amarilho. Também é chamado "palomino".


Tipo gateado


As variedades do tipo gateado simples (membros, crina e cola da mesma cor) vão desde o matiz claro palha de milho até as nuanças mais carregadas, apresentando quase sempre listra de mulo, banda crucial e gateaduras.

  • claro -

  • ordinário -

  • escuro -

  • ruivo -

 


Tipo preto


Formado por pêlos pretos, que vão de um preto desbotado até um preto com intenso brilho.

  • maltinho, pezenho ou macaco - quando dá a impressão de desbotado, com laivos ruços, lembrando o pez negro e por esta razão é conhecido pela designação de pezenho.

  • ordinário - quando não mostra reflexos.

  • murzelo ou franco - com laivos arroxeados, como a amora madura.

  • azeviche - quando a coloração preta dá um reflexo brilhante. Obs. - alguns hipólogos consideram o preto-azeviche, não como tipo e, sim, como particularidade do preto murzelo ou preto franco.


*obs.: os gaúchos consideram o gateado como tipo e não como variedade do baio simples

COMPOSTAS
Pêlos bicolores misturados, com crina e cola diferentes.

 

GRUPO A 

Tipos de pelagem formados por pêlos bicolores (amarelo na base e preto na extremidade)

Lobuno, libuno ou lobeiro


Formado por pêlos bicolores, isto é, amarelos na base e pretos na extremidade, de modo que dão ao conjunto uma coloração pardo-acinzentada. Um cavalo lobuno, submetido à tosquia, de maneira que as extremidades negras dos pêlos sejam tosadas, tornar-se-á baio pela coloração amarela da base dos respectivos pêlos.

  • claro -quando é acinzentado.

  • ordinário - quando é pardo.

  • escuro - quando é pardo carregado.


GRUPO B 

Tipos de pelagem com pêlos de uma só cor no corpo e com crineira, cola e extremidades escuras.

Castanho

 
Formado por pêlos avermelhados no corpo, com intensidade diversa, semelhante à cutícula da castanha e caracterizada pela coloração negra da crineira, cola e membros.

  • claro - quando o vermelho é pouco intenso, parecendo mesmo um tanto amarelado.

  • ordinário - quando da a idéia da cor da castanha madura.

  • escuro cereja ou zaino - quando se aproxima do preto pezenho, mas difere pelas tonalidades bem mais claras de certas regiões, como o focinho (afogueado ou bornal branco), axilas, ventre, flancos e períneo. A designação "zaino", embora contrariando o significado dos autores clássicos, significa ausência de pêlos brancos e, é muito vulgarizada nos Estados do Sul e até mesmo na classificação do Jóquei Clube, como sinônimo de castanho-escuro.

  • pinhão - quando se parece com o matiz particular do pinhão (freqüente nos muares).

  • vermelho, sangüíneo ou colorado (RS) - quando se lembra o sangue de boi.


Baio-cabos-negro


Formado pela gama de pêlos claros amarelados da cor da palha de trigo até a gama bem escura do bronzeado. 

  • claro ou palha - quando é da cor da palha de trigo.

  • ordinário - quando se parece com o brim cáqui.

  • escuro - quando a tonalidade amarela é bem carregada.

  • encerado - quando o amarelo é sombrio, lembrando a cera bruta.

  • camurça (Isabel) - quando o amarelo é bem claro lembrando o branco encardido.

  • gateado - (com todas as nuanças)


Rato

Formado por pêlos de uma cor cinza-pardacenta, semelhante ao rato, no corpo, e extremidades escuras.

  • claro - quando é de uma cor cinza-pardacenta clara.

  • ordinário - quando é de uma cor cinza-pardacenta mais acentuada.

  • escuro - quando é de uma cor cinza-pardacenta bem carregada.


GRUPO C 

Tipos de pelagem formados por pêlos de duas ou mais cores, misturados pelo corpo, crineira, cola, membros, ou tendo as extremidades escuras

Tordilho

 
É formado pela mistura de pêlos brancos constituindo o fundo, com a mescla de pêlos pretos, cinzentos, etc., com menor ou maior intensidade da disseminação destes pêlos pelo corpo.

  • claro ou pombo - quando há uma grande predominância de pêlos brancos, com um mínimo de pêlos de outras cores.

  • negro - quando há forte predominância de pêlos negros, quase o tornando mouro, mas só não é por não ter a cabeça negra.

  • escuro - quando há predominância de pêlos escuros sobre os brancos.

  • sujo ou safra nado (asafranado) - quando há mistura de pêlos amarelos ou avermelhados, dando ao todo um aspecto cinza-amarelado de sujeira ou de açafrão.

  • azulego ou cordão - quando há reflexos azulados como a flor do cardo; pode ser claro, escuro ou "andorino" (lembrando o dorso de uma andorinha).

  • salpicado ou pedrês - quando há muitos salpicos de pêlos pretos sobre o fundo de pêlos brancos.

  • vinagre ou sabino - quando há mescla de pêlos avermelhados sobre os brancos, dando um aspecto de ferrugem.

  • rodado - quando os pêlos pretos se aglomeram, formando manchas pequenas, arredondadas e mais escuras que o todo


Mouro

formado pela mistura de pêlos brancos sobre um fundo escuro, fazendo lembrar a cor mais ou menos acentuada "ardósia", caracterizado pela cabeça e extremidades negras

  • claro - quando o todo toma uma cor cinzenta clara.

  • ordinário - quando a cor acinzentada é intermediária entre o claro e o escuro.

  • escuro - quando é bem acentuada a cor escura, pela menor presença de pêlos brancos na mistura.


Rosilho 

Formado pela mistura de pêlos brancos, num fundo de pêlos amarelados ou alazões, vermelhos ou castanho-escuros, que dão ao conjunto matizes róseos. Rosilho branco, ou rosado, propriamente dito, é uma pelagem rosilha, muito clara, que não se enquadra nos dois subtipos de rosilho citados, por apresentar fundo branco (claro) com interpolação de pêlos avermelhados ou amarelados, mostrando, via de regra, despigmentação das aberturas naturais (melado) e oferecendo variedades, consoante a maior ou menor intensidade da mescla de pêlos vermelhos e amarelos.

Alazão

  • claro - quando predominam os pêlos brancos sobre o fundo alazão desbotado, dando ao conjunto uma coloração levemente rosada.

  • ordinário - quando é francamente róseo.

  • escuro - quando predominam os pêlos alazões ou avermelhados.

  • mil - flores - quando os pêlos brancos se distribuem em verdadeiros tufos sobre o fundo alazão, dando a impressão de flores de cor branca.

  • flores de pessegueiro - quando os pêlos alazões mais claro, interpolado de pêlos brancos, lembrando a flor de pessegueiro, portanto, ao contrário do anterior.


Castanho ou ruão

  • claro - quando os pêlos brancos, na interpolação, predominam num fundo castanho-claro (prateado)

  • ordinário -quando o branco e os matizes avermelhados do fundo castanho proporcionalmente se equilibram.

  • escuro - quando a interpolação de pêlos brancos se faz em menor proporção em um fundo de matizes castanhos mais carregados e predominantes.

  • vinhoso - quando a interpolação de pêlos brancos ocorre em um fundo castanho-vermelho acentuado, lembrando a coloração de vinho tinto.


*Obs.: os gaúchos consideram o gateado como tipo e não como variedade do baio-cabos-negros. A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos adota, para a resenha no registro genealógico, a pelagem gateada como tipo de pelagem com todas as suas nuanças, desde as mais claras até as mais escuras, visto tratar-se de uma característica racial importante, não só pela grande incidência nos rebanhos, mas também pela expressiva preferência entre os crioulistas.

JUSTAPOSTAS OU CONJUGADAS
Malhas e pintas de contorno irregular, mescladas com branco.

 

Tobiano ou pampa
 

Constituído pela conjugação de branco com outros tipos de pelagens, formando malhas extensas, irregulares ou não, mas bem destacadas. Se a cor branca predomina, a palavra "pampa" deve anteceder às cores; e vice-versa, se for o contrário. Assim, por exemplo: pampa-preto, se a predominância for o branco sobre o preto, preto-pampa, no caso contrário.

  • pampa preto

  • pampa vermelho

  • pampa castanho-escuro

  • pampa baio

  • pampa rosilho castanho

  • preto pampa

  • vermelho pampa

  • tordilho begro pampa

  • castanho-escuro pampa


 Pintado

 
Formado por pequenas malhas, ou melhor, por pintas escuras (pretas, avermelhadas, alazãs ou castanhas), justapostas no fundo predominante branco, dando a impressão de que foram artificialmente pintadas. O cavalo persa, muito apreciado como animal de circo, caracteriza-se por este tipo de pelagem, formando pintas escuras, pequenas, porém bem destacadas, justapostas no fundo branco, baio, tordilho, alazão e castanho-claro.

  • pintado de castanho

  • pintado de vermelho

  • pintado de alazão

  • pintado de preto (ex: cavalo persa e appallosa)


 

Nomes dados aos Cavalos

  • Cavalo Gavião: é arisco e não se deixa pegar.

  • Cavalo Fogoso: é o cavalo explosivo, que pede freio; para amansá-lo, sugere-se colocá-lo em serviços monótonos. 

  • Cavalo Tafoneiro: só atende para um lado. 

  • Cavalo Aporreado: é chucro e de doma impraticável. 

  • Cavalo Passarinheiro: é assustado, se assusta a cada movimento estranho. 

  • Cavalo Pachola: cavalo faceiro, que desfila empinando-se. 

  • Cavalo Rufilhão: cavalo mal castrado, que desfila como garanhão mas sem poder de fecundação. 

  • Cavalo Cabano: tem duas orelhas caídas em forma de chapéu. 

  • Cavalo Reiuno: cavalo sem marca que anda de mão em mão. 

 

Encilha

Pode-se encilhar um cavalo para doma, para a tropeada, para o trabalho de campo, para uma festa, e cada vez a encilha terá modificações maiores. Algumas peças da encilha também podem variar de região para região, ficando ao gosto pessoal do campeiro. 

1. Xergão ou baixeiro: é a primeira peça dos arreios que vai para o lombo do pingo, servindo de forro da encilha 
2. Carona: é a peça retangular e irregular, com duas abas, sendo que para longas cavalgadas aconselha-se usar carona antiga, de sola lavrada. 
3. Bastos: é a cela gauchesca. 
4. Chincha: é a cilha que aperta e fixa os arreios. 
5. Peiteira : também chamadas de peitoral, serve para impedir que os arreios corram para trás e que a encilha vá para as virilhas. 
6. Rabicho: é uma alça que passa por baixo da cola do cavalo e está fixada na parte de trás dos bastos. 
7. Pelegos: são peles de ovelha sovadas pelo uso, para amaciar a encilha. 
8. Cochonilho: é um falso pelego tecido em tear, com fios de algodão ou de lã. 
9. Badana: é uma peça retangular, irregular muito macia, que vai por cima dos pelegos. 
10. Sobre-chincha: peça que está em desuso. Serve para apertar a pelegana e a badana. 
11. Chinchão: é uma cinta em tamanho menor; mas muito forte e é o predileto dos laçadores. 

Fonte: Colaboração de leitores

 

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